Estudo simula perda de até 55% na produtividade da soja sem proteção da lavoura
Pesquisa da UFV com a CropLife compara cenários de controle; manejo integrado também depende de monitoramento no campo

Um estudo da Universidade Federal de Viçosa, realizado em parceria com a CropLife Brasil, simulou diferenças de produtividade da soja conforme o nível de proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas.
A pesquisa, apresentada em reportagem de 31 de outubro, considerou quatro doenças, cinco pragas e nove plantas daninhas. Foram comparadas lavouras sem controle, com proteção parcial e com proteção considerada ótima pelo modelo.
No cenário de maior proteção, a produtividade estimada chegou a 72 sacas por hectare. Com controle parcial, caiu para 52 sacas. Sem proteção, ficou em 32 sacas, diferença de aproximadamente 55% em relação ao cenário mais favorável.
Os resultados são simulações e não representam uma previsão de perda da safra nacional. A CropLife Brasil, parceira do trabalho, é uma associação de empresas de biotecnologia, melhoramento genético e defensivos agrícolas.
Métodos e riscos
O estudo considera biotecnologia, melhoramento genético, bioinsumos e defensivos químicos, além da combinação de métodos.
Na mesma reportagem, o pesquisador da Embrapa Robson Barizon destacou que os riscos dos produtos químicos dependem da toxicidade e da exposição. Entre os possíveis efeitos ambientais estão contaminação de solo e água e danos a organismos que não são o alvo do tratamento.
