Governo anuncia reforço de segurança para comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul
Ações envolvem Força Nacional, Polícia Federal e atendimento às lideranças diante de denúncias de ameaças e violência

O governo federal anunciou o reforço da proteção a comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul após denúncias de ameaças, racismo e violência. Em 31 de outubro, autoridades estiveram nas aldeias Taquapery, em Coronel Sapucaia, e Sassoró, em Tacuru.
Os ministros dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, ouviram lideranças e discutiram medidas adicionais. Em Dourados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, reuniu forças federais e estaduais.
Segundo a Funai, as providências incluem acompanhamento das denúncias, apoio das equipes regionais e articulação entre Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e órgãos estaduais.
A Superintendência da PF e as delegacias do interior receberam orientação para manter atenção permanente aos relatos e adotar as medidas necessárias.
O governo também disponibilizou o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos. No estado, o programa acompanhava 90 pessoas, das quais 86 eram indígenas, conforme os dados divulgados pela Funai.
Denúncias passam por verificação
A ampliação da presença da Força Nacional foi apresentada como uma forma de garantir capacidade de resposta rápida às ocorrências. O efetivo deverá permanecer disponível para deslocamento quando acionado pelas instituições de segurança.
O ministro Eloy Terena destacou que os relatos precisam ser verificados individualmente. Segundo ele, parte das informações recebidas se referia a acontecimentos de outros períodos, o que exige cuidado na identificação das datas e das circunstâncias.
Até aquele momento, o Ministério dos Povos Indígenas havia filtrado dez casos para encaminhamento, quatro deles em Mato Grosso do Sul, em avaliação preliminar.
A orientação oficial é preservar provas, como mensagens, áudios e vídeos, e procurar os canais competentes. Em situações de risco imediato, deve ser acionada a Polícia Militar pelo 190. Violações de direitos humanos também podem ser comunicadas ao Disque 100.
